Assista!

A forma como nos relacionamos com o mundo depende das informações que temos e o que fazemos com elas; quanto mais informações reunimos, mais conexões conseguimos estabelecer entre assuntos, e maior a facilidade de escolhermos uma forma de agir baseados no que acreditamos.

Não digo isso sem um embasamento. Não querendo dizer que isso signifique muito, mas já valendo alguma coisa, meu mestrado foi em ciência da informação, e eu escolhi materias sobre a gestão do conhecimento e as necessidades cognitivas dos usuários.

O que isso quer dizer? Quer dizer que quanto mais você alimenta seu cérebro de coisas interessantes para pensar, mais conscientes serão suas escolhas. Eu tento ler livros clássicos, best-sellers, besteiróis moderados. Assistir filmes interessantes, mas principalmente, documentários.

Porque documentários? Porque são a nossa realidade. Realidade que muitas vezes escondemos de nós mesmos para não ter que pensar. Não ter que pensar na responsabilidade sobre o desmatamento, o efeito estufa, os problemas econômicos, o abandono de menores, de idosos, de animais; não pensar na forma que agimos. Sem saber, podemos fingir que o mundo é um arco-íris – ao menos, o mundo fechadinho em que VOCÊ escolheu se esconder. Os documentários muitas vezes são o tapa na cara que te mostram que não, não tá tudo bem. Que você TEM QUE PENSAR NISSO, sim. Que a responsabilidade muitas vezes é NOSSA, e não “dos outros”.

Esses são os documentários que ajudaram a moldar meus pensamentos, minha visão de mundo, e me fizeram/fazem pensar. Não quero convencer ninguém a pensar como eu. O objetivo aqui é dar umas dicas de material para você alimentar o seu bichinho que habita a caixa craniana, aquele troço que às vezes a gente usa pouco e se chama CÉREBRO.

Coloquei os primeiros, os que recordo, os que acho mais importantes, e os que estou com paciência no momento. Depois, no que for recordando, incluo outros.

PS. Ah! Se o documentário estiver na internet, como no youtube, por exemplo, eu vou colocar o link NO TÍTULO. Se eu assisti no Netflix e não encontrei na internet, eu vou indicar – mas é preciso lembrar que ele já pode ter saído do streaming.

PS.2. Alguns docs. seriam incluídos em mais de uma categoria, mas os listarei na que eu considerar mais relevante, right?

* HISTÓRICOS, SOCIOLÓGICOS & SUSTENTÁVEIS

 

Capa do documentário Demain (Amanhã)Demain – Eu tenho que admitir, sou uma pessimista incorrigível, em relação ao futuro da humanidade. O bando de babacas egocêntricos que comandam as grandes empresas e estão pouco se lixando para produção de lixo, extração comercial, exploração humana e natural. Mas o Demain (vencedor do César 2016 de melhor documentário) traz algumas iniciativas que estão tentando mudar o mundo, um pedaço por vez. É lindo, eu chorei – não que tenha algo triste, mas sempre que eu vejo seres humanos se comportando como seres pensantes, eu choro. Assista. Explica questões de dinheiro (pq o dinheiro vale o que vale), opções de horticultura urbana, educação finlandesa, fontes de energia, opções de transporte. Maravilho. Aos otimistas, uma fonte de inspiração. Tem trailer legendado aqui, mas eu vi na Netlfix.

 

Capa do documentário (dis)Honesty

(dis)Honestly – Você algum dia parou para pensar que aquela “mentirinha” poderia dar uma merda gigantesca? A gente sempre se preocupa com as grandes mentiras, especialmente as que podem ser consideradas fraude profissional. Mas aquela mentira que você contou para “fazer o bem” em algum momento, para te livrar de alguma situação ruim? E aquela em que você nem mentiu propriamente, mas não desmentiu quem falou? O filme mostra uma pesquisa de instituição universitária americana, sobre porque mentimos, como mentimos, e quais quais são as maiores causas da nossa propensão por contar uma lorotinha. E o mais interessante: apresenta entrevistas voluntárias com pessoas que foram presas por causa de mentira. Mentiras daquelas que a gente conta no trabalho para pegar um dia de folga por exemplo. Vejam, tem na Netflix, e o  trailer, aqui – só não achei legendado.

 

The propaganda gameThe propaganda game – A Coréia do Norte é o país mais fechado do mundo, atualmente. E comandado por alguém levemente insano. Toda a desigualdade, as engrenagens forjadas pelo estado comunista, não me surpreende. O que me deixa besta é eles venderem para seus cidadãos que o mundo tem inveja do país deles. WHAT? Como eles conseguem impedir a internet? Isolar um país inteiro daquela forma? Como fazem a lavagem cerebral? A enorme desigualdade entre os rurais e urbanos (em um país comunista isso não deveria ocorrer, não?). Esse tem na Netflix, trailer aqui (tem no Youtube completo, mas com legendas em espanhol). Ah, e tem um outro na Netflix com a mesma temática, mas não achei tão interessante (o enredo do filme foi escrito e as gravações revistas pelos próprios coreanos), o Under the Sun (trailer aqui)

A era da estupidez, documentárioAge of Stupid – Esse é bem no meio do caminho: é político ou sociológico? Não sei. Mas é bom. É um documentário que “se passa no futuro”, onde um arquivista solitário nos mostra as repostagens e situações em que fomos avisados que… bem, que ia dar merda. Que tivemos todas as chances de revertermos os quadros problemáticos que nos foram mostrados, e não fizemos nada. As reportagens mostradas são reais, e vê-las em sequência nos faz pensar: jura que ninguém tá vendo/se importando com isso?? Essa é a sensação exata que eu tenho; estamos recebendo os avisos, depois não podemos chorar quando o pacote explodir num cogumelo atômico de cocô (descrição perfeita do marido) na nossa cara.

 

* CONSUMISMO

A história das coisasA história das coisas – Você sabe como funcionam as linhas de produção? Já parou para pensar em como funciona a cadeia extrair – produzir – vender – comprar – descartar? Se não, esse mini-doc (tem só 22 minutos!) vai te explicar, didaticamente. Saca “quer que eu desenhe?”. Então. É desenhadinho 😉

A história secreta da obsolescência programadaA história secreta da obsolescência programada – Sabia que já foi criada uma lâmpada que devia durar mais de um século? Já se perguntou porque as coisas antigamente duravam 30 anos (especialmente os eletrodomésticos), e hoje em dia duram 5? A indústria ficou burra e passou a fazer errado? Te garanto que não. Isso faz parte daquele plano besta de que você precisar COMPRAR, COMPRAR, COMPRAR para manter a economia funcionando. E para onde vão os resíduos? Você pode jogar fora da sua casa, mas eles continuam existindo no planeta. Dá uma olhada nesse doc. para descobrir. Tem só 52 min.

The true cost, documentárioThe true cost – De onde vem a roupa que você está usando agora? Como pode uma roupa ser feita do outro lado do mundo custar R$5,90 numa promoção da Riachuelo? Esse valor não paga nem o combustível do avião que traz as peças para cá. Uma vez meu marido me perguntou: como as pessoas pagam R$95 numa blusa que vai entrar em promoção e custar menos de R$19,90? Porque as empresas não vendem logo a esse preço mais barato? Se a roupa fosse mesmo muito custosa de ser produzida, esse valor promocional não poderia chegar tão baixo. Indo além: porque as roupas são feitas LÁ, na China, na Indonésia, na Índia, e não aqui? Qual é a margem de luvro de uma empresa dessas? E qual é o custo, o REAL custo disso para as pessoas envolvidas na linha de produção? Essa doc. está disponível na Netflix, mas o trailer estendido  dele está aqui, no youtube.

Criança, a alma do negócio - documentárioCriança, a alma do negócio – Lembra quando você era criança, e provavelmente você queria tudo que passava nos comerciais que passavam durante o Xou da Xuxa, ou do Bom Dia & Companhia (dependendo da sua idade, rsrs!)? Se você faz parte da maioria populacional brasileira, possivelmente você só pedia, pois a família não tinha dinheiro para todas aquelas inutilidades. A propaganda infantil tem sido muito debatida, e inclusive foi proibida em diversos países. Se você acha natural uma criança de 6 anos pedindo um Iphone, tá na hora de você ver esse documentário aqui. 49 minutos.

 

Logo da National GeographicA verdade de cada um: consumo – A verdade de cada um é uma série da Nat Geo que abordam alguns assuntos sob pontos de vista distintos. O episódio 2 trata do consumo, e do impacto dele na nossa vida. Aparecem 4 pontos de vista: um casal natureba, um funcionário do banco do brasil / monge budista, um consultor de vendas e uma menina de 18 anos consumista assumida. É ótimo ver as diferentes opiniões. Eu assisti o doc. em 2012, e reassisti essa semana – e o impacto em mim mesma foi totalmente diferente.

 

* ALIMENTAÇÃO & QUALIDADE DE VIDA

 

Capa do documentário What the health?What the health? – Dos mesmos produtores de “Cownspiracy”, um documentário de fácil “digestão”. Acompanhamos o narrador na busca por algumas respostas sobre nossa alimentação. Muito legal ver a (falta de) resposta dos principais meios de comunicação em saúde nos Estados Unidos. Como confiar em uma instituição de saúde que é financiada pelas principais empresas de produtos industrializados do mundo?? É o mesmo que pedir para a Souza Cruz fazer campanha antitabagista! Tem coisa que chega a indignar… Veja com a cabeça aberta, e lembre que todas as informações podem ser confirmadas com uma pesquisa rápida – use a cabecinha, não engula tudo que te passam. Assisti na Netflix, mas já tem na íntegra no Youtube

Capa do documentário SustainableSustainable – Um daqueles docs que você não sabe onde classificar. É sobre alimentação, sim, mas é sobre sustentabilidade, também. Fiquei entre um e outro, e decidi por aqui – mas cabe na outra seção também, viu? Fala sobre as formas de produção atuais, como eles estão acabando com nosso solo e nossa ecologia, e mostra alternativas que já estão sendo implantadas em diversas localidades. É lindo ver como a agricultura orgânica ajuda a terra, como os sistemas se interligam, como podemos alimentar a todos fazendo melhor. Se vocês acham que as coisas não tem jeito, dêem uma olhada. E lembrem que o discurso “não dá para fazer assim que nosso lucro cai” só interessa ao bolso extra-inflado dos executivos de grandes empresas. Assisti na Netflix, e o trailer tá aqui, ó (só não achei legendado…)!

That sugar film documentárioThat sugar film – Quanto de açúcar você consome? Você acha que aquelas comidas industrializadas “saudáveis” são mesmo boas para você? As barrinhas de ceral, o yogurte sem gordura… Você sabe medir quanto de açúcar tem em cada produto, mesmo que a palavra “açúcar” nem apareça? Especialmente, você sabe qual é o efeito do açúcar no meu corpo? Eu descobri da pior forma possível, comendo balinhas e doces durante a escrita de dissertação. Letargia nem começa a descrever. E o documentário é muito legal, as explicações explicadas… e ó: o clip no final é pra lembrar pra sempre, rsrsrs. Assisti na Netflix, e o trailer tá aqui, ó (só não achei legendado…)!

 

Capa do documentário Sabe a verdade sobre o leite? (Got the facts on Milk?)

 

Sabe a verdade sobre o leite? – Concorrendo com o That Sugar  como melhor documentário do ano, esse te pergunta se você sabe o que está tomando quando bebe leite. Por que você bebe leite? Por que o ser humano é o único mamífero que continua tomando leite depois de crescido – e pra isso, precisamos tomar de outros animais? Por que existe a intolerância à lactose? Por que? POR QUÊ? Assista, e nunca mais veja uma caixinha de leite com os mesmo olhos.

 

 

Capa do documentário Muito além do pesoMuito além do peso – Documentário brasileiro sobre a influência do marketing na alimentação, especialmente a infantil. O número de crianças obesas cresce, ao mesmo tempo em que cresce o número de crianças desnutridas (sim, você pode ser obeso E desnutrido, sabia?). Por causa de hábitos alimentares ruins, falta de exemplo dos pais (sim, os adultos se alimentam mal pra caramba, sabia?) ou vontade dos pais de agradar (“ah, eu deixo meu filho comer o que quer!”) nós vemos uma população que cresce sem saber o que é uma beterraba, sem identificar uma cenoura. Que toma refrigerante de mamadeira. Que come batata frita do McDonalds aos 6 meses de idade, e todo mundo acha normal. Assistam, vale bastante.

 

Fed Up!

Fed Up! – Eu realmente gosto dos documentários que jogam a merda no ventilador, mesmo que ninguém mais os vejam/percebam dessa forma. Comida fast food, os subsídios do governo americano à comida superindustrializada (comida? chama isso de comida?) – e daí que a maior parte dos políticos faça parte exatamente dessas indústrias, né? E porque me importo tanto com a política alimentar norte americana? Porque os macacos de imitação brasileiros ADORAM tudo que é americanizado, até os problemas e maus hábitos. Vale muito assistir, se você quer saber mais sobre o que você tá colocando pra dentro.

 

Food Inc DocumentárioFood, Inc – Aprofundando, e muito, o assunto do documentário aí acima. Baseado nas investigações do livro “O dilema do onívoro”, de Michael Pollan (gosto muito dele, em especial do livro “Em defesa da comida: um manifesto”, que foi por onde comecei a pensar em como estava me alimentando). Porque o milho está em 85% dos produtos industrializados (e porque isso obviamente não faz bem pra gente?)? Quais são os monopólios da indústria alimentícia? Como ela consegue manipular tudo, e porque ficamos cada vez mais doentes comendo os produtos dessa indústria?

 

 

Advanced styleAdvanced style – Numa sociedade em que as pessoas tem medo de envelhecer; em que as pessoas se enchem de botox, em que se acha que senhorinhas tem que andar sóbrias e “se dar ao respeito”… é um sopro de frescor. O doc. acompanha o dia-a-dia de algumas senhoras muito estilosas, seguras de si e coloridas. Eu quero ficar assim quando eu crescer! Minha vida é problema meu, e se eu quiser pintar meus cabelos brancos de roxo ou verde, quem vai dizer não? Quem disse que envelhecer é um problema? É natural. Aceite. Se tudo der certo na sua vida, você vai chegar lá também. Assisti na Netflix, mas o trailer tá aqui.

Iris documentário

 

Seguindo a vibe do documentário aí de cima, o Iris (também na Netflix, trailer aqui) fala sobre a vida dessa maravilhosa que é a Iris Apfel. Ícone fashion, design de interiores. Curtiu muito a vida, saracoteou bastante, e envelheceu assim: linda, colorida e feliz.

 

 

 

Capa do documentário EmbraceEmbrace – Leio muito sobre feminismo e sororidade. Quem já está inteirado no assunto conhece os estudos sociológicos sobre aparência das mulheres como forma de controle. As revistas e seus padrões inalcançáveis, as mulheres que ficam umas contra as outras… Esse documentário é realmente um abraço quentinho. Para você se aceitar, aceitar as próximas, parar com a palhaçada de se odiar por causa de padrões surreais. Assista. E se você for homem, assista também, e pare para pensar no porque seus padrões são o que são, e que existem PESSOAS por trás dos rostinhos que você paquera. Assisti na Netflix, mas o trailer tá aqui – não é o oficial, que não achei legendado, mas é ainda melhor – e agradeço a menina que disponibilizou 😀

 

* MAUS TRATOS DOS ANIMAIS

Não quero convencer ninguém a virar vegetariano, vegano, o que seja. Mas acho, sim, que as pessoas que optam por permanecer comendo carne, tomando leite, e comendo ovos, devem ver como os animais são tratados; o quanto de hormônios você consome através deles, o quanto é desumano.

Já aviso: as imagens são fortes SIM. E nem adianta ficar de “mimimi”: “Ah, para que isso tudo”. Isso é a realidade. Aceite.

A carne é fraca, documentário

 

 

A carne é fraca – link do youtube. Sem comentarios, assista. Se responsabilize por suas escolhas. E esse é leve, hein? Não mostra (quase) nada!

 

 

Terráqueos, documentário

 

 

Terráqueos – Esse me fez revirar o estômago. Sabe como é feito o foie gras? Já pensou nas condições dos animais? Dói, já aviso. É explícito, é violento. E não tem “só” os animais normais de abate (vaca, frango, porco). Tem cachorrinhos, patos, focas, peixes grandes.

 

 

 

* POLÍTICA & ECONOMIA

Ivory Tower, documentárioIvory Tower – Você reclama da educação brasileira, certo? Eu entendo. Fui criada em colégios públicos, universidade pública e mestrado público. Sei que não é fácil alcançar isso com a desigualdade e a camada de “meritocracia” (rá!) impregnada nas ideias de pessoas que muitas vezes não fazem ideia do que estão falando. Mas já pensou se, mesmo nas universidades públicas, você tivesse que pagar? E as particulares não custassem R$650 por mês como aqui? Nos EUA, a dívida estudantil está chegando aos 200 mil ao término dos cursos de graduação. E a dívida é hereditária! Se você morre sem pagar, a dívida passa para seus filhos! E como eles vão estudar se tem que pagar a sua dívida ainda? Dá uma olhada nesse documentário, tem na Netflix; e o trailer tá aqui.

Terms and conditions may apply, documentário

Terms and conditions may apply – Sabe quando você vai se inscrever em algum serviço oferecido pela internet – especialmente os gratuitos – e tem que afirmar que LEU e concorda com os termos e condições especificados? Vamos ser sinceros, quem lê esse troço? Mas se você não lê, pense duas vezes. Você sabe com o que está concordando? Quais os impactos disso para sua segurança pessoal na internet? Esse eu vi na Netflix, mas faz tempo, não sei se está lá ainda. Trailer aqui.

 

 

The Square, documentário

The Square – Esse é original Netflix, então só posso oferecer o trailer, aqui. É o tipo de documentário bom para você tirar a cabeça de dentro da própria bunda e ver o que acontece pleo mundo. E não o mundo americano (que brasileiro adora) ou europeu (igualmente conhecido), mas ali da meiuca do Oriente. Você sabe o que foi a primavera árabe? Sua importância? Tá na hora de começar a descobrir, o doc. trata da revolução egípcia que começou em 2010. Para ver um pouco mais do que os dois minutos de notícias unilaterais que a Globo passa no Jornal Nacional.

 

 

Capa do documentário Requiem for the american dream, de Noam ChomskyRequiem for the American Dream – Entrevista com Noam Chomsky (maravilhosos, gentes, sério!) sobre as desigualdades sociais e concentração de renda e riqueza. Ele fala bem especificamente dos norte-americanos em seus exemplos, mas é óbvio que grande parte do que fala é possível generalizar. Eu já conhecia Chomsky das discussões do mestrado, mas ver ele mesmo falando de suas ideias é muito mais interessante. Mas precisa estar com vontade de assistir, e atentos. Ao contrário da maioria dos outros documentários, feitos para explicar minuciosamente as coisas de forma palatável ao grande público, o Chomsky é um cadin mais complexo (eu tive que ver duas vezes, pois assisti à noite e cochilei na primeira 😛 ). Assisti na Netflix, trailer aqui.

Ps. Achei uma versão legendada no youtube. Não é perfeita, mas quebra o galho.

 

Capa do documentário Trabalho Interno (Inside Job)Trabalho interno – Bem recordado pelo meu digníssimo, o documentário é perfeito para quem quer entender melhor como funcionam alguns trâmites econômicos relacionados à crise financeira de 2008, também chamada de “Crise do Subprime”. É dividido em cinco passos, que mostram a construção da economia desde o início do século XX, e como chegou ao limite no início dos anos 2000. Muito bem explicado, diga-se de passagem. É um documentário longo (quase duas horas), mas recomendo muito aos que querem entender um pouco melhor essa ciência (nada exata, totalmente humana, e bastante falha) que é a economia. Narrado por Matt Damon e vencedor do Oscar de melhor documentário longa-metragem. Assistimos na Netflix, na época, o trailer legendado está aqui.

Ps. aos que se interessam pela temática e querem ver um pouco mais sobre, dois filmes de Hollywood tratam exatamente do tema. São ficção-não-ficção, se é que me entendem. Recomendadíssimos. Você vê e fica se perguntando “Jura que ninguém acreditou que ia dar merda??” Os trailers estão aqui: A grande aposta, de 2015; e Margin Call, de 2011.

 

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