Livros lidos

Coisas de adornar paredes, José Aguiar

Título: Coisas de adornar paredesCapa da HQ Coisas de adornar paredes

Autor: José Aguiar

Editora: Quadrinhofilia

Páginas:  119 p.

Ano: 2016

Formato da leitura: Livro em papel

Sinopse: Esta HQ do quadrinista José Aguiar é uma viagem surreal pelas banalidades que nos cercam. Curitiba é a inspiração, mas aparece no livro longe dos lugares comuns dos cartões postais e livros fotográficos que a abordam. É uma Curitiba universal, que poderia ser identificada em qualquer outra cidade. Elementos banais, às vezes quase invisíveis, como fachadas, quadros, e até rachaduras, são o ponto de partida para narrativas que falam das pessoas comuns que dão vida à metrópole. Amor, terror, violência ou surrealismo, são alguns dos temas que cada “coisa de adornar” traz à tona, pois toda cidade é viva, respira e se expressa. Uma forma de entendê-la é através de elementos decorativos inusitados ou corriqueiros encontrados nas suas paredes. A relação que as pessoas constroem com seus objetos cotidianos ao lhes atribuir valores emocionais, sociais ou até surreais é parte da vida urbana.

Opinião: Eu conheci o José ano passado, durante a Literatiba – ele estava vendendo seus quadrinhos pessoalmente. Mais legal foi descobrir que ele é aluno de mestrado na Universidade em que trabalho – eu sempre acho que você vê a obra com outros olhos depois da oportunidade de conversar com o autor.

“Coisas de adornar paredes” não era minha primeira opção para leitura de sua obra, mas era o livro dele que estava disponível na Biblioteca Pública do Paraná, então aproveitei a oportunidade.

O quadrinho é bem desenhado, acho que os traços são de aquarela, mas em preto e branco, dando uma aparência diferente aos personagens (costume de quadrinhos desenhados, com traços bem definidos).

HQ Coisas de adornar paredes, de José Aguiar

As aquarelas de Aguiar, desenhos sem traços

Acompanhamos a história de Chico, que quer ser escritor, e enquanto sua carreira literária não desponta, trabalha num Cemitério de Azulejos (sabe, aqueles lugares que vendem pisos e azulejos antigos, por unidade?). Lemos suas histórias, intercaladas com seus diálogos com os colegas de loja, sobre sua produção e os temas de seus textos.

O fio condutor das histórias é o enfeite das paredes. Coisas que colamos, penduramos, perfuramos e incluímos nas paredes. Ah, e todas as histórias se passam em bairros de Curitiba, o que deu um toque especial, para mim; eu vim de outro estado, então achei muito legal… se falasse de bairros de Niterói, por exemplo, eu ia achar “nhé” (rsrs).

Leitura rápida, mas bem legal. Adoro acompanhar e apoiar os quadrinhos (e os quadrinistas!) nacionais 🙂

Recomendo!

 

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