Livros lidos

Impérios do pós-apocalipse, Ed. Estronho

Capa do livro Impérios do pós-apocalipse, ed. EstronhoTítulo: Impérios do pós-apocalipse

Organização: Estevan Lutz

Autores: Christian David, Fábio Brust, Mariana Albuquerque, Juliano Sasseron, Daniel Nássea, Márson Alquati, Leandro Schulai, Ademia Pascale, Andrés Carreiro Fumega, Lucian Fátima, Estevan Lutz

Editora: Estronho

Páginas:  218 p.

Ano: 2015

Formato da leitura: Livro em papel

Sinopse: Entre os mitos que a humanidade criou está o Fim do Mundo, centrado na incerteza da permanência do homem sobre a Terra. Sabemos que não somos eternos nem como espécie e esta certeza nos aflige e criamos mitos onde dramatizamos nosso final. Mas mesmo num drama onde se imagina o fim de tudo, há ressurgimento das cinzas de algo novo, utópico ou distópico que seguirá após o cataclismo final. Esta obra reúne a visão de onze autores sobre o que será esse pós-apocalipse.

Opinião: Quem me acompanha aqui minimamente já deve ter sacado que eu AMO distopia e ficção científica. Desde sempre, gosto adquirido pela convivência com meu pai.

Na última Literatiba, feira literária aqui de Curitiba, eu encontrei esse livrinho no estande da Editora Estronho – livrinho mesmo, que o formato dele é “de bolso”.

(explicação necessária: a Estronho é uma editora daqui de São José dos Pinhais, que tem uns livros MARAVILHOSOS, e fico extremamente triste dela ser pouco conhecida).

São 11 contos, onze visões de como será o fim do mundo – e tudo o que vem depois dele. Excelente iniciativa, ótima forma de conhecer mais alguns autores nacionais e valorizar nossa literatura, certo?

Os contos que mais gostei (essas resenhas constam no prefácio do livro):

Ode à Eudaimonia – Para Fabio Brust, em Ode à Eudaimonia, numa narrativa de vai e vem, misturando presente, passado e futuro, a utopia é distopia. Um homem luta justamente contra a utopia, uma felicidade forjada no controle de sentimentos negativos. Será que “felicidade” seria incompatível com “liberdade”?

Os argonautas – Daniel Nasser prefere jogar sua distopia num futuro distante em Os Argonautas. Ílion é uma colônia da Terra que sobreviveu a uma grande guerra que tudo destruiu. Com alta tecnologia, consegue tornar a vida de seus cidadãos a melhor possível, dadas as circunstâncias. Porém, quando um estudante se encontra acidentalmente com um possível sobrevivente da Terra, percebe-se que as coisas não vão tão bem. Qual seria a verdade oculta pelos governantes de Ílion? Um final que é um soco no estômago do leitor.

Os escolhidos – No conto de Estevan Lutz, Os Escolhidos, Eom vive num mundo pós-apocalíptico assistido por arcanjos. Ele está próximo do arrebatamento, ou seja, o transporte a um mundo de harmonia e paz. Entretanto, Eom tem pesadelos que o fazem temer este dia. O que teria de verdade nesses sonhos? Que tipo de paz os seres angelicais de fato estariam oferendo? Uma narrativa carregada de suspense onde os questionamentos do personagem vão crescendo até o momento final do arrebatamento – e da verdade.

Li rapidinho, em um dia (e três horas na cadeira da tatuadora, verdade seja dita), e ainda estou repassando mentalmente algumas das histórias. Não vou negar que passaram alguns erros de digitação/ortografia/regência (se rolar reedição é bom darem uma revisadinha, povo!), mas nada que atrapalhe o prazer da leitura.

Se você curte um desastre e a humanidade comendo o pão que o diabo amassou depois de tanta “M” feita (como eu!!), leia! Recomendo!

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