leitura

Sobre blogues literários & Eu

Eu realmente conheci pessoas incríveis através deles, como a Barbrinha e a Ana. E eu gosto de ver o que as pessoas estão lendo, o que estão achando das leituras (coisa de bibliotecária, talvez?), o que tem de legal no mercado editorial.

Mas, os poréns:

– vejo “mais do mesmo” na maioria dos sites. Afinal, os livros que estão na moda são aqueles que todos querem ler, e por isso acabam resenhando o mesmo título. Ou aqueles que estão em  promoção na Amazon, então todos compram e tem acabam com as mesmas coisas sobre as quais falar. Eu entendo, mas dei uma cansadinha, sabe? Fui à biblioteca pública na última semana, e o que tem de livro bom que a gente NUNCA acha de indicação em blogues e sites… A própria Margaret Atwood eu descobri por acaso, muito antes dessa febre dos livros dela, na Biblioteca Pública daqui.

Sim, eu me sinto uma chata reclamando de “mainstream”. Mas não é porque todos lêem (adoro bestseller!!), mas porque, né? fica tudo igual. É como ir ao shopping olhar vitrines e todas terem camisetas brancas Hering.

– escassez de tempo. Como fazer caber no dia as 90 postagens que recebo no meu Feedly, os artigos que quero escrever para congresso, estudar inglês, academia…? Uma resposta: NÃO CABE! Alguma coisa tem que ficar para trás nisso tudo, e acredite, eu NÃO sou boa em abandonar determinadas práticas. Vira vício. Eu passo mais tempo lendo as resenhas dos livros e comparando umas com as outras do que lendo OS LIVROS – o que é bem besta, vamos considerar.

– a vontade que dá de gastar dinheiro que não devo. Esse item já esteve em discussão trocentas vezes, em meus dois blogues. Você ver aquela infinidade de livros em estantes maravilhosas. Você querer ter todos eles pertinho, ao alcance das mãos. Você ver as promoções da Amazon e pensar: “por 30 dinheiros eu compro TRÊS livros, olha que negócio!!!”. Mas você não lembra que ainda tem 120 em casa sem ler. Nem que esse livro que você tanto quer comprar é um clássico que já está disponível no domínio público, ou que a biblioteca mais próxima de você já tem umas vinte edições dessa história. Você só pensa em comprar – garimpar no sebo, nas lojas barateiras – e acumular nas estantes de casa, e comprar mais estantes para guardar os livros. Não dá, não quero e não preciso.

– a cobrança (própria, diga-se!) de uma vida virtual mais ativa. Faz tempo que não escrevo uma resenha decente no blogue, que falo com as pessoas queridas no instagram, que deixo um comentário no bloguinho alheio. Me cobro muito em participar mais, falar mais, manter os contatos queridos… mas isso não é uma prioridade hoje. Se eu tivesse mais tempo, provavelmente… não, se eu tivesse mais tempo eu (certamente) iria me ocupar ainda mais com as coisas para as quais tenho dado prioridade. Então o blogue tá aqui, meio abandonado na correria da vida; o instagram, mantido aos trancos e barrancos.

E o medo de ser chamada de antiquada? de não corresponder ao que esperam de uma bibliotecária antenada aos fluxos de informação? E o que é importante para meu trabalho? E como usar essas ferramentas SÓ para minha vida profissional, sem deixar minha vida pessoal ser atrapalhada por esses impulsos e querências e (des)organizações?

Muitas questões para poucas respostas. Mas a gente chega lá! E você, como lida com o fluxo de informação alucinante dessa vida?

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