Livros lidos

A sociedade literária e a torta de casca de batata

Capa do livro A sociedade literária e a torta de casca de batata

Título: A sociedade literária e a torta de casca de batata

Autora: Annie Barrows e Mary Ann Shaffer

Editora: Rocco

Páginas:  304 p.

Ano: 2009 (1.ed. 2008)

Formato da leitura: Livro em papel

Sinopse: ‘A sociedade literária e a torta de casca de batata’ é um romance epistolar, encenado nas longínquas ilhas Guernsey, no Canal da Mancha, após a Segunda Guerra Mundial. Escrito pela bibliotecária e livreira que estreou na literatura com mais de 70 anos, Mary Ann Shafer, com apoio da sobrinha, Annie Barrows, o livro é uma celebração da vida através da literatura.

Opinião: A Paty fez a indicação do livro, e eu absorvi por osmose. Achei o enredo bem simpático, o livro é escrito por uma bibliotecária (!!) que escreveu com mais de 70 anos (!!!). E, surpresa das surpresas, incrivelmente, o livro existia na biblioteca em que eu trabalho! Resultado: passou na frente de todos que estavam na lista. Aproveitando o combo feriadão+doença que não me deixou sair da cama, foi lido em uma tarde/noite.

O outro ponto interessante (para mim, claro! rsrs) é que eu geralmente não leio livros epistolares (livros cuja história é inteira em troca de correspondência); foi legal sair um pouco da minha zona de conforto literário. Passado no pós-guerra (1946), temos como visão principal da narrativa o ponto de Juliet, escritora de “livros sérios” que só foi alçada à fama por uma coluna de humor sobre os problemas da guerra (!!) em um jornal londrino.

Juliet está procurando um tema para seu novo livro, quando recebe uma carta da ilha de Guernesey, de um homem que encontrou um de seus livros, e pede indicação de alguns outros. Esse homem comenta que faz parte da Sociedade literária & Torta de casca de batata, o que desperta a curiosidade de Juliet. A partir daí , um bombardeio de cartas entre ela e o envolvidos na tal sociedade acontece, nos explicando como a sociedade foi fundada, como as pessoas enxergam sua relação com os livros, e apresenta o pivô e personagem central na trama, Elizabeth.

Os relatos muitas vezes não são felizes: a sociedade começou em meio à guerra, e por causa dela. As dores de quem viu sua terra ser invadida e devastada, de quem passou fome, de quem tentou se manter forte apesar de tudo…

É claro que temos outros aspectos. A vida de Juliet nos é apresentada nas correspondências com Sophie, sua melhor amiga, Sidney, o irmão de Sophie e seu editor, um pretendente rico. Posso dizer que a parte que mais me identifiquei foi quando ela explica o porquê de ter acabado com seu noivado 😀

No fim, acredito, é uma história de como os livros salvaram vidas, em mais de um aspecto. Aproximar pessoas, mudar pontos de vista, ajudar a manter a esperança em meio ao terror da guerra.

Recomendo! 😀

 

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