Livros lidos

Tudo o que nunca contei, Celeste Ng

Capa do livro Tudo o que nunca contei, de Celeste Ng

Título: Tudo que nunca contei

Autor: Celeste Ng

Editora: Intrínseca

Páginas:  304 p.

Ano: 2017 (1.ed. 2014)

Formato da leitura: Livro digital

Sinopse: Um retrato sensível dos segredos que existem em qualquer família. Na manhã de um dia de primavera de 1977, Lydia Lee não aparece para tomar café. Mais tarde, seu corpo é encontrado em um lago de uma cidade em que ela e sua família sino-americana nunca se adaptaram muito bem. Quem ou o que fez com que Lydia – uma estudante promissora de 16 anos, adorada pelos pais e que com frequência podia ser ouvida conversando alegremente ao telefone – fugisse de casa e se aventurasse em um bote tarde da noite, mesmo tendo pavor de água e sem saber nadar? À medida que a polícia tenta desvendar o caso do desaparecimento, os familiares de Lydia descobrem que mal a conheciam. E a resposta surpreendente também está muito abaixo da superfície. Conforme analisa e expõe os segredos da família Lee – os sonhos que deram lugar às decepções, as inseguranças omitidas, as traições e os arrependimentos -, Celeste Ng desenvolve um romance sobre as diversas formas com que pais, filhos e irmãos podem falhar em compreender uns aos outros e talvez até a si mesmos. Uma observação precisa e dolorosa do fardo que as expectativas da família representam e da necessidade de pertencimento. Um romance que explora isolamento, sucesso, questões de raça, gênero, família e identidade e permanece com o leitor bem depois de virada a última página.

Opinião: Fui atraída pela sinopse. Sendo muito sincera, é uma das coisas que eu sempre penso: Se eu morrer HOJE, vou dar algum trabalho para quem ficar (mórbida, eu?)? Se eu falecer hoje, teriam que ficar desencavando mentiras e desenganos, teriam que lidar com problemas que eu criei, por ter mentido ou por ter omitido?

O livro começa exatamente assim. A filha do meio da família Lee, Lydia, some em uma manhã, e alguns dias depois seu corpo aparece no fundo do lago. O que poderia ser uma pedra em diversas situações vira o estopim que explode o barril de pólvora sentimental da família. A história se passa no presente e no passado, indo e voltando através das lembranças e dos pensamentos, nos mostrando como essa família “incomum” para a época tomou forma.

Temos um casal interracial em plenos anos 70 nos EUA (imaginem a pressão): uma mulher loura, linda, de olhos azuis e (para seu azar) inteligente, querendo mais de sua vida; um homem cujos pais são imigrantes chineses ilegais, e que se esforça mais do que tudo para superar os traumas de infância decorrentes de bulliyng e vergonha. Fruto dessa união, três filhos: Nathan, Lydia e a novinha Hanna. Aparentemente felizes, aparentemente satisfeitos com suas vidas e rotinas, vemos a coisa toda desmoronar logo após o enterro da filha do meio.

Se você tem filhos, já se pegou pensando em como ele vai guardar as coisas que acontecem com ele hoje? Como ele vai lidar com suas expectativas como pai, suas broncas e seus carinhos, suas recomendações e seus elogios? Esse livro diz muito sobre isso. Com um ponto de vista múltiplo, ora estamos dentro dos pensamentos de Lydia, ora dos de Hanna, por vezes até dos de Louise, a professora assistente de James Lee.

E a morte da Lydia, foi o quê? Suicídio? Homicídio? Quem faria isso com ela? Melhor: quem poderia ser o culpado? E há como perdoar certas coisas, em família? Como as pessoas lidam com a dor, como diferentes pessoas processam a mesmo coisa?

Recomendo muitíssimo. Me deixou muito pensativa. Não sei se gostei do final, mas acho que sim, rsrs – leiam e me digam o que acharam.

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