Livros lidos

O Perfuraneve, Benjamin Legrand, Daniel Luhmann, Jacques Lob e Jean-Marc Rochette

Capa da HQ O PerfuraneveTítulo: O Perfuraneve

Autor: Jacques Lob, Benjamin Legrand, Jean-Marc Rochette

Editora: Aleph

Páginas:  280 p.

Ano: 2015

Formato da leitura: Livro físico

Sinopse: Considerada uma das melhores HQ’s de ficção científica, a trama de O Perfuraneve se passa na terrível e eterna Era do Gelo, onde a sobrevivência humana parece impossível. Porém, cruzando as infinitas terras devastadas, o último bastião da humanidade segue, imparável, sobre os trilhos: o Perfuraneve. Esse trem fantástico, de tecnologia revolucionária, é capaz de cruzar a Terra eternamente em moto-contínuo, abrigando os últimos representantes da espécie humana. O que seria a salvação do homem, no entanto, torna-se com o tempo uma cruel reprodução dos bons e velhos mecanismos que levaram o planeta à destruição, incluindo a rígida estratificação social, a opressão política como forma de dominação, o embuste religioso e a consequente alienação.

Opinião: Comprei esse quadrinho na empolgação, ano passado, e esqueci dele na estante. Sempre constava nas minhas listas de leitura, mas seu tamanho big não facilita levar por aí na bolsa pra dar uma lidinha nos busões da vida. Resultado: só li agora, no recesso de final de ano, entre natal e ano novo.

A edição da Aleph está muito bonita; tem um posfácio maravilhoso, com algumas informações dos autores, bem escrito (notando bem, dos últimos livros que eu li, 85% são da Aleph…).

Um colapso climático reduz toda a população à quantidade de pessoas  que cabe em um trem. Um protótipo de mil vagões, com engenharia avançada e motores que se retroalimentam – teoricamente, projetado para não parar nunca. Só assim para os homens sobreviverem, visto que ficarem parados corresponde à morte por congelamento.

Como em toda sociedade, os vagões se dividem em classes: os ricos e poderosos nos vagões dianteiros (dourados) e os mais pobres nos vagões dos fundos. Há religiosos (“Viva a Santa Locomotiva que nos salvou!”), militares, vagões para comida, vagões para prisioneiros… uma reprodução mini da sociedade como já era antes. Nesse cenário, Proloff, um fundista (morador de vagões dos fundos) consegue escapar de seu gueto pela parte externa do vagão, e entrar em um compartimento da classe intermediária. Logo ele é levado à presença dos militares, para explicar como procedeu na façanha (e sobreviveu para contar!!). Adeline, representante dos Médios e defensora de melhores condições de vida aos fundistas, aparece em sua defesa.

A partir daí, prefiro não contar muito, para não estragar a história. Como o colapso aconteceu? Como vivem os fundistas? Porque Proloff está ali, ele foi buscar ajuda?

As sociedades distópicas literárias, especialmente as apocalípticas, sempre tem esse ponto que me atraem muito: o retrato dos seres humanos em suas faces mais cruas. Mesmo com um pingo de gente na Terra, eles tentam manter suas hierarquias produzidas, eles continuam no modo “farinha-pouca-meu-pirão-primeiro”, sempre tentando se dar bem. Os ricos continuam tentando ter seus empregados, seus luxos (me lembrou um pouco o filme 2012, e sua nave-arca de fuga).

A história termina pouco antes da metade do livro. Então o que tem no restante dele? Outra história! Sim! Com outro traço, e com enredo entrelaçado ao da primeira narrativa. Não posso falar dela também, para não estragar a surpresa. Se contar agora o que é, pode tirar parte do impacto da primeira história. Mas, ó… é boa também. Menos impactante, mas igualmente bem construída.

Há o filme, de 2013, em português chamado de “O expresso do amanhã”. Ainda não assisti, mas pelo trailer que vi, o enredo tem algumas modificações para se tornar mais dinâmico. Mas espero muito que o final seja semelhante, porque gostei muito do final da HQ.

Nem acredito que consegui terminar ainda em 2016 (estava na minha lista desse ano, e eu fechei aos 44 do segundo tempo, rsrsrs)! Recomendo, especialmente aos loucos da distopia, como eu.

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3 pensamentos sobre “O Perfuraneve, Benjamin Legrand, Daniel Luhmann, Jacques Lob e Jean-Marc Rochette

  1. Já comecei a ver o filme mas não terminei. Não tava muito legal e acabei cochilando hahahaha Mas procurei sobre depois, e vi que no filma há muitos cortes e que isso prejudicou um pouco o desenvolvimento da história 😦

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