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3 sites que leio – e mais um de lambuja

Eu não tenho facebook, e tirando as redes sociais acadêmicas/profissionais, as únicas redes que tenho são o skoob (que eu só entro para atualizar quando termino algum livro) e o instagram – ou seja, é bem difícil eu me perder por tempo indeterminado nos buracos negros mais comuns da internet. Os poucos blogs que eu sigo estão no meu Feedly – e eu vejo as atualizações pelas manhãs.

Mas tem aqueles dias… aqueles dias em que você não tá a fim de trabalhar muito. De estudar demais. Mas que seu cérebro tá pedindo minimamente por conteúdo, que não dá pra ficar lendo as bobagens que aparecem nas páginas de jornal ou nas discussões bestas de pessoas que nem-sabe-por-que-odeiam-as-coisas nas redes.

Então eu tenho essa listinha de 3 sites que são batata: alimento para o cérebro nos momentos de lerdez… reflexão.

Revista Piauí

Capa da Revista Piauí, edição 117

Descobri quando estavam lançando o 10º número. Desesperei quando anunciaram um fechamento iminente, lá em 2013 – mas não tinha um centavo para comprar ou colaborar com sua manutenção. Hoje em dia já cogito uma assinatura (eu lia na biblioteca em que trabalhava, e a atual não assina periódicos não-científicos). Reportagens maravilhosas, sobre assuntos ímpares. Mas respire fundo antes de mergulhar: as matérias não são pequenas, nem rasas, é preciso fôlego – principalmente nessa era digital em que as pessoas muitas vezes mal leem o título e já se acham conhecedoras do assunto.

Reportagens que me marcaram: Sobre o Malafaia, de 2011 (sim, eu leio sobre as coisas que tenho pavor; só assim para saber os fundamentos desse horror todo); Sobre as angústias das cirurgias de mudança de sexo, de 2010; Sobre a saída da Suzana Herculano do país, uma verdadeira vergonha científica para o Brasil; e sobre meu ex-chefe, uma das pessoas mais brilhantes (e bestas) com quem trabalhei.

Ps. As capas da Piauí são uma delícia à parte. Uma, inclusive, foi devidamente recortada e virou quadro aqui em casa 😛

Alex Castro

Sim, tem que constar ele. Mexe demais comigo. Mudou muito (MUITO!!) minha forma de pensar, de processar determinados assuntos, de pensar certas coisas. Me ajudou muito. Ele basicamente escreve sobre simplicidade, minimalismo, lidar com o outro, lidar com gente. Seus textos mais famosos são “As prisões” (aí tem o link de todas), textos longos (longuíssimos), construídos com o decorrer do tempo, que tratam dos conceitos que mais nos aprisionam – socialmente ou individualmente. Seus melhores textos estão no site Papo de Homem, que eu tenho HORROR (por motivos diversos que não serão tratados aqui) – mas para os textos dele eu abro uma exceção, abro direto com esse link aqui, para não ter que pisar em bosta em outras partes do site. Inclusive faço doações periódicas, como mecenas: acho que quem mudou tanto minha vida, para tão melhor em muitas coisas, merece.

Textos que mais recomendo: Os que mais mudaram minha vida, os que tive que reler 50 vezes (e ainda releio!) para absorver, para mudar, para pensar. Prisão dinheiro, em primeiro lugar, sempre; Prisão trabalho, companheiro do anterior; Prisão sucesso (ouvi muito que não tinha ambição quando larguei a administração e voltei para a biblioteconomia). Dá para começar por esses. Mas leiam todos, TODOS!!

Ps. A técnica para lidar com conselhos não-solicitados tem feito sucesso na minha vida 🙂

Revista TPM

Sim, eu adoro. Descobri a revista quando entrei numa vibe de ler reportagens sobre não querer ser mãe (não, eu não quero, e detestava me sentir um ET por isso; agora eu sei que é problema meu, e não interessa a ninguém). A revista fez um número especial sobre isso, e eu virei fã. Mas tem de tudo, exatamente como nós mulheres somos: múltiplas. Tem reportagem sobre querer ser mãe, sobre querer ser chefe, sobre querer ser solteira, sobre querer ser casada. Todos os pontos de vista, unidos sob uma ótica: a que você PODE fazer o que QUISER. É a essência feminista. A escolha é sua. Só lembre-se que você não é bibelô de homem nenhum, que suas escolhas são SUAS, e que juntas somos mais fortes. A-Do-Ro.

Textos que me marcaram: Sobre não querer ser mãe tem aqui, aqui; as entrevistas com Elke Maravilha e Fafá de Belém. Tem outras coisas boas, mas só entrando pra dar uma olhada.

Ps. A coluna da Nina Lemos, para rir sempre ❤

E porque nem sempre a gente quer ler matérias construtivas e edificadoras, o único site que eu não posso entrar, porque não consigo sair de jeito nenhum.

Sim, ele. O único. O incomparável. O absurdo…

BUZFEED!

Buzzfeed

Não tenho maturidade emocional para entrar aí e sair logo. Em especial quando são memes de catiorríneos fofíneos. Ou aquele maravilhoso post sobre a TV brasileira nos anos 90. Ou comida. Ou… ah, qualquer coisa.

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Um pensamento sobre “3 sites que leio – e mais um de lambuja

  1. Pingback: E se sua escolha não é a de todo mundo? – MUQUIFO LITERÁRIO

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